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Trabalho Home Office nos escritórios de contabilidade 

Início Dicas Trabalho Home Office nos escritórios de contabilidade 

A tecnologia tornou-se o maior aliado das empresas e  seus colaboradores | Foto: Arthur Lobo

 

Adaptação exigiu esforços mas colaboradores afirmam ter melhor produtividade

A pandemia da Covid-19 levou o trabalho presencial forma repentina às residências em março de 2020. Com isso o Home Office foi ampliado em grande parte das empresas em áreas que são adaptáveis a esta modalidade. Para saber como foi esse processo, a FECON-MG conversou com escritórios contábeis de Belo Horizonte.

A reforma trabalhista de 2017 regulamentou na consolidação das leis do trabalho (CLT) o teletrabalho ou Home Office, como é conhecido popularmente. O art.75b da CLT define-o como trabalho realizado fora das dependências do empregador, com uso preponderante da tecnologia e não sendo configurado como trabalho externo. 

 

Escritórios Contábeis 

Erick Junqueira, sócio diretor da ORPLAN Contabilidade relata que sua empresa iniciou o Home Office em março, pela segurança da equipe, mas que não era um momento esperado por nenhum escritório contábil. Apesar dos desafios na adaptação da equipe, na gestão à distância e no relacionamento com cliente, a ORPLAN estava preparada para mudança.

“No ano passado a ORPLAN já tinha concluído a virada de chave no processo de transformação digital, o que possibilitou uma adaptação imediata na rotina de trabalho a distância”

 

Já Eduardo Lara, sócio da Lara Associados, afirma que o processo de adesão ao Home Office foi acelerado na sua empresa, sem treinamentos específicos para seus 45 colaboradores . Mas todo sistema funcionou perfeitamente.

“Tivemos alguns casos em que os colaboradores não se adequaram ao trabalho em Home Office, por diversos motivos: falta de planejamento; dificuldade em cumprir horários; queda de produtividade; falta de concentração e etc. Já alguns se adaptaram perfeitamente ao Home Office, inclusive com aumento de produtividade e cumprimento de suas tarefas adequadamente”. 

 

Andreza Moreira,  diretora da Janir Adir Moreira Associados, relata que pensava há algum tempo na implantação do Home Office no seu escritório e que não havia sido colocado em prática até a pandemia, que forçou a implantação.

“Não estávamos prontos do ponto de vista tecnológico, mas já estávamos utilizando muitas ferramentas que nos permitem trabalhar de forma integrada com o cliente, mesmo não sendo o ideal o nosso grau de digitalização viabilizou o trabalho de casa”.

 

Com filho recém-nascido em casa, Andreza Moreira encontrou dificuldades de adaptação no início, pois a criança a fazia perder o foco com frequência o que gerava um clima de ansiedade. Essa mudança de rotina afetou sua produtividade, pois ela precisava do ritual de sair de casa e sentar na mesa de trabalho, mas o tempo ajustou as dificuldades e hoje ela tem outra visão:

“Estruturei meu escritório em casa e hoje não me imagino mais indo para o escritório todos os dias”

 

Delba Barros, psicóloga e professora da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que a migração para o Home Office foi muito rápida e a mudança de rotina pode ser potencialmente gerador de stress, mas isso depende muito da forma como a pessoa vai lidar com a mudança. 

“Ninguém disse: prepare-se, pois daqui um mês estaremos em uma pandemia e você terá que se adaptar. Então, passado o susto dos primeiros momentos a maioria das pessoas vão se adaptar”. 

 

Em estudo mais recente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que no início de julho de 2020, 12,5% da força de trabalho brasileira estava em modalidade Home Office, que corresponde a 8,86 milhões de pessoas. Um salto gigantesco se comparado com a pesquisa feita em 2018 pelo IBGE, que com 300 empresas de diferentes áreas, que revelou que 3,8 milhões de brasileiros exerciam suas funções nessa modalidade.

 

Como foi a adaptação dos colaboradores?


Janaina, Colaboradora da Janir Adir Associados trabalhou em Home Office com boa produtividade | Foto: Arthur Lobo

Janaina Souza, coordenadora do Departamento Fiscal da Janir Adir Associados, não encontrou dificuldades de se adaptar pois suas ferramentas de trabalho são acessíveis de forma remota, ela recebeu todo suporte necessário da empresa e tem  conseguido administrar melhor o seu tempo.

Andrezza, diretora da Janir Adir  revela que o maior desafio para a empresa foi estruturar as casas dos colaboradores, com novas tecnologias e metodologias para proporcionar maior segurança e produtividade ao funcionário.  

“Estamos investindo em: máquinas, sistemas, treinamentos, telefonia, tudo para que possamos prestar sempre o melhor serviço, estando ou não no escritório”.

 


Renata da Conta Center adquiriu uma cadeira nova para ter melhor conforto e produtividade em casa | Foto: Arthur Lobo

Já Renata Nascimento, analista contábil do Escritório Conta Center, relata que sua adaptação também foi tranquila e com todo suporte necessário da empresa. Ela criou uma rotina de trabalho, com horários bem definidos de intervalos e tarefas residenciais. Ela destaca que tem realizado uma caminhada todos os dias de 1 hora, dentro de casa. 

Renata Nascimento afirma que melhorou bastante sua produtividade em casa, adquirindo uma postura física melhor que no escritório. Ela trabalha no setor com poucos atendimentos presenciais, pois a maioria é feita por e-mail. 

O fisioterapeuta e professor Anderson Aurélio da Universidade Federal de Minas Gerais, exalta a importância do alinhamento do relógio biológico no Home Office para o controle do trabalho e da saúde. Ele destaca que para alcançar um rendimento satisfatório o indivíduo precisa manter os chamados bons hábitos: atividades físicas, bom sono e manter intervalos de descanso.

Anderson Aurélio orienta os trabalhadores a não permanecer sentado mais de uma hora, em Home Office ou na empresa. Ele aconselha que a cada 50 minutos trabalhados colaborador deve tirar 10 minutos para: alongar, tomar uma água e ir banheiro para evitar possíveis problemas. 

Outro fator importante é a falta de controle de ponto desta modalidade. O artigo 62 inciso 3 da CLT define que o empregado em Home Office não está sujeito ao controle de jornada, onde ele terá liberdade para realizar suas atividades, mas o cuidado deve ser mantido, com o limite de jornada de trabalho de 8h diárias ou 44h semanais. 

A Psicóloga Delba Barros afirma que é fundamental o trabalhador ter organização e comprometimento na adaptação ao Home Office.

“ A rotina é boa e organiza as ações do indivíduo, sem ela nosso corpo tende a sentir”.

 

“Novo normal”


Os cursos e reuniões da FECON-MG são transmitidos por aplicativo de videoconferência durante a pandemia  | Foto: Arthur Lobo

 

“Este é o novo normal:  reuniões, contatos, palestras, treinamentos acontecem online através de plataformas digitais e estamos em constante aprendizado e aperfeiçoamento ”, afirma Eduardo Lara.

 

Erick Junqueira afirma que reuniões presenciais serão cada vez mais escassas, mas continuarão tento o seu valor. Ele revela que em alguns momentos o olho no olho ainda poderá fazer diferença, para tomadas de decisões estratégicas e fechamento de negócios com clientes.

Com o isolamento social a solução para reunir equipes de trabalho ou parceiros de negócio estão nas plataformas de videoconferência. A Microsoft afirma que no início da pandemia as videoconferências tiveram um aumento, onde a proporção de reuniões e ligações dobraram de 21% para 43%.

 

Como fica o futuro do Home Office ?

Renata Nascimento, colaboradora do Contacenter espera que os escritórios de contabilidade revejam os conceitos de presença dos funcionários na empresa todos os dias da semana.

“Estou trabalhando em casa e acredito que meu desempenho melhorou. Claro que tem pessoas indispensáveis na empresa ou aquelas pessoas que não suportam ficam em casa, mas não é meu caso”.

 

“Se fosse por mim, eu ficaria sempre nesta modalidade, mas vejo que a tendência é mesclar o Home Office com o presencial”, afirma a colaboradora Janaina Souza, da Janir adir associados.

 

Estudo feito por um grupo de professores e pesquisadores da Fundação Dom Cabral (FDC) em 18 estados Brasileiros,  revela que 38% dos entrevistados têm em casa a mesma produtividade que tinham no escritório e 31% das pessoas são mais produtivas. O estudo ainda mostra que 54% dos profissionais têm intenção de pedir aos chefes para continuar com o trabalho remoto depois da pandemia. 

Erick Junqueira, da ORPLAN, diz que sua equipe sente falta de estar no escritório. 

“Ficar em casa também o tempo todo, a própria pandemia nos mostrou isso, pode ser igualmente desgastante. Acredito que um modelo misto agradaria mais à maioria dos colaboradores”

“Hoje grande parte da equipe de volta ao escritório, mas com cuidado para que esta transição ocorra com planejamento e avaliando as situações pessoais de cada colaborador” afirma Eduardo Lara, sócio da Lara Associados.

Com o início da flexibilização em julho o percentual de pessoa no Home Office baixou de 12,5% para 11,6% que são 8,2 milhões de pessoas. Segundo a (PNAD) do IBGE. 

 

Arthur Lobo

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